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Extracção da seda por processos artesanais Mergulhando os casulos numa caldeira de cobre com água a ferver e com a ajuda de um raminho de carqueja, consegue-se extrair de cada um finíssimo fio de seda. Unindo todos estes fios e passando-os pelo “sarilho” obtém-se um fio único, que é dobado numa “adubadoura” a fim de ser enrolado em pequenos cartões. Após esta primeira operação, o fio passa para o “rodoleiro” juntamente com o “cubilho”, tendo como finalidade a obtenção dos fios mais grossos. Daqui vai ao “fuso” onde a seda é torcida, passando continuadamente para a “aspa” onde é feita a meada e indo de seguida cozer numa caldeira de água a ferver e sabão durante uma hora para branquear. Após este branqueamento, a seda vai finalmente para o tear: é a seda de primeira qualidade que dá para a trama e relevo do tecido que se quer transformar. A seda de segunda qualidade, que é obtida de casulos furados pela borboleta, é chamada de “maranhos”, devendo ficar a cozer com água a ferver e sabão durante quatro horas. A pasta que se obtém é transformada num fio grosso, fiando-se como se fosse lã. Note-se que esta seda de segunda só dá para o relevo em tecidos e não para a trama. Os instrumentos utilizados no fabrico da seda são rudimentares, claramente artesanais e todos em madeira, à excepção da caldeira que é de cobre.
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