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Chamemos à atenção que durante mais de quatrocentos anos e até 1935, a Pedra de Armas e Bandeira foram outros. Com toda a certeza aqueles que se encontram espalhados por alguns monumentos da Vila como no Pelourinho, na Torre, na antiga casa da Câmara, hoje Biblioteca Municipal e mesmo no chafariz das Hortas, ou seja, um freixo com uma espada atravessada, como que à cinta.
E, para justificarmos esta afirmação podemos socorrer-nos de uma Acta de 25 de Outubro de 1939 onde se afirma que o Director – Conservador do Museu do Abade de Baçal, em Bragança, enviou um ofício pedindo a esta Câmara Municipal o aumento da dotação orçamental para o ano de 1940, uma vez que era necessário fazer frente às “grandes despesas” com a aquisição de vitrinas “para a colocação do antigo estandarte e do foral desta Vila...”. Desta forma podemos concluir que este “antigo estandarte” que actualmente deverá estar no Museu Abade de Baçal, é sem qualquer espécie de dúvida a antiga bandeira do Município de Freixo de Espada à Cinta. Nunca é demais salientar que qualquer brasão municipal tem como primordial objectivo facilitar a identificação de determinado Concelho realçando os seus aspectos mais particulares de uma forma simples mas eficaz, para que num rápido olhar se identifique quase de imediato a terra da sua proveniência. Funcionam praticamente como o Bilhete de Identidade de uma determinada região já que representam para cada município como que o símbolo do direito local sobre a propriedade do território que o compõe, juntamente com a jurisdição que lhe advém das antigas cartas de foral. Assim, como para a Heráldica a árvore é considerada um símbolo da força e do poder, cada espécie possui um significado próprio. Por exemplo e como esta espécie nos diz directamente respeito, apresenta o Freixo como símbolo da superioridade absoluta. Por outro lado os esmaltes, de metal (ouro e prata) e de cores (azul, negro, púrpura, e verde) adquirem também certo significado quando interpretada de forma correcta, porque cada uma transmite a sua mensagem. Após esta sucinta resenha interpretemos então a Heráldica do nosso Município:
Brasão de Armas De púrpura (Temperança, Riqueza e Abundância) com um freixo (símbolo da superioridade absoluta) de ouro (Fidelidade, Constância, Poder e Liberdade) realçado de verde (Esperança, Gentileza e Fé), firmado no pé do escudo, acompanhado no tronco por duas espadas de ouro e por dois escudetes (a azul que simbolizam o Zelo e a Lealdade) das quinas antigas de Portugal. Coroa mural de prata (Humildade e Riqueza) de quatro torres. Listel branco (Pureza, Sinceridade e Caridade) com os dizeres «Vila de Freixo de Espada à Cinta» de negro (Firmeza, Obediência, Honestidade e Cortesia). Bandeira De amarelo, cordões e borlas de ouro e púrpura. Haste e lança de ouro. Como as peças principais das armas são de ouro, a bandeira é amarela que é a cor correspondente ao ouro. Para cortejos e cerimónias a bandeira é de seda bordada, tendo a área de um metro quadrado. 
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| Bandeira
para hastear em edifícios (2x3) | Estandarte para cerimónias e cortejos (1x1) |
Selo Circular, tendo ao centro as peças de armas sem indicação dos esmaltes e em volta, dentro de circular concêntricos os dizeres «Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta». Pelo que acabamos de expor, creio que todos ficamos com uma ideia mais esclarecida daquilo que significa o nosso Brasão de Armas, mas, para que esta resenha fique completa não podemos deixar de transcrever a frase que finaliza o relatório de Afonso Dornellas, que é como se segue: 9 de Janeiro (1935) “...O campo das armas é de púrpura por este esmalte na heráldica simbolizar a nobreza e representar os supremos valores. O freixo e as espadas são de ouro por este metal significar a fidelidade, a constância, o poder e a liberdade. É realçado o freixo de verde, esmalte que significa a esperança e a fé. As quinas são das suas cores. O azul simboliza a lealdade. E assim o notável valor histórico da Vila e as características dos seus naturais, ficam bem representados nas suas armas e bandeira...”. |