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Jogo da Raiola
É um jogo praticado única e exclusivamente por elementos do sexo masculino de qualquer idade e estrato social normalmente ao final da tarde e aos Domingos. Além de servir como excelente passatempo, é mais um pretexto para confraternização entre amigos, uma vez que a equipa vencida é sempre obrigada a pagar as bebidas aos vencedores. Para que este jogo decorra são necessários um espaço térreo e uma moeda de vintém por jogador. Na terra marca-se a “Raia”, as “Queimas” e o “Recto”, sendo que o afastamento ou a aproximação do recto em relação à raia terá de ficar compreendido sempre entre os 1,5m e os 9m. O recto é defenido pelo jogador ou equipa que está a em inferioridade pontual.
O jogo consta de 30 tentos, 15 boas e 15 más, podendo uma equipa ganhar 1,2,3,6,9,12 e 15 tentos, ou até todo o jogo duma só jogada, conforme a disputa dos jogadores, ganhando quem conseguir pôr a moeda na raia ou o mais próximo dela. Se alguma dúvida subsiste sobre este desiderato, ou se medem as distâncias com uma qualquer palha ou se “varre” o jogo, iniciando-o de novo. Como não há árbitro podem por vezes surgir discussões, prontamente sanadas pela intervenção dos mais atentos.
Actualmente joga-se à taça de vinho ou à cerveja que se bebe no café mais próximo, mas em tempos não muito distantes jogava-se a “copos” bebidos nas típicas e desaparecidas tabernas. Bebiam todos e pagavam os vencidos. Jogo da Pelota É talvez uma reminiscência da pelota basca, uma vez que as regras são práticamente as mesmas, desconhecendo-se por completo em que data se começou a jogar em Freixo. O local escolhido para a sua prática é por norma o adro sul da Igreja Matriz que pelas suas condições ideais, uma parede bastante alta, larga e lisa, proporciona um campo de eleição onde a pelota ganha uma velocidade e efeitos incríveis, resultantes dos fortes ricochetes.
O jogo tem a participação única e exclusiva de homens, desenrolando-se no decurso de 20 tentos (dez bons e dez maus). Perde um tento a favor do adversário quem não conseguir atirar a pelota acima da Limbia (linha marcada a cerca de 1,5m do chão do adro). Uma vez que a pelota tem obrigatoriamente de ser batida com a mão aberta, é uma forma inteligente e eficiente para aquecer as mãos nas tardes ociosas e geladas do Inverno. Salientemos que a bola da pelota é feita recorrendo a materiais locais. Primeiro faz-se uma esfera de goma maciça que depois é envolvida em baetas apertadas com linha de algodão ou lã. Em seguida leva uma capa de cabedal fino (é coirada) a toda a volta, medindo no final desta operação cerca de 7cm de diâmetro.
Antigamente ainda se jogava a dinheiro, casando uma coroa cada jogador, mas como actualmente isso deixou de ter significado, joga-se só por desporto ou para ajudar a passar o tempo. Existe ainda um léxico muito próprio do qual são exemplo as seguintes expressões: “Limbia; saia; fora da saia; meio jogo; sacar; saque torcido; pelota brava; pelota mansa”.
Jogo do Pião
Praticado intensamente pelos rapazes durante a primeira metade deste século, o jogo do pião volta a surgir um pouco por todo o País, sobretudo nos meios mais rurais e nos recreios das escolas. O jogo do pião pode ser encarado como um mero passatempo onde o pião é lançado para o chão com a única finalidade de o por a girar o mais tempo possível quer no chão ou então na palma da mão. Pode ser jogado como competição, e ai existem dois modos de jogar ao pião: No primeiro o objectivo do jogo é lançar o pião de forma a que gire no chão durante algum tempo arredando para fora do círculo (área de jogo) o pião dos adversários que lá tiverem ficado e simultaneamente saindo também para continuar em jogo. Depois da 1ª rodada de lançamentos, começará o jogo, tendo como objectivo deitar fora do círculo, os piões lá deixados. No segundo o objectivo é lançar o pião de modo a que este gire mais tempo que o dos adversários. Pode ser jogado por uma ou mais pessoas bastando para isso cada uma delas ter um pião e uma baraça (cordel ou linha).
Para por o pião a girar, enrola-se a baraça á volta do pião no sentido do ferrão (bico) para a parte mais larga do corpo do pião, a outra ponta da baraça segura-se com a mão e lança-se o pião em sentido descendente. Esse movimento faz desenrolar a baraça , fazendo girar o pião.
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